Calou-se a Voz do Poeta


Letra:

Moço simples e destemido peregrino da cultura

Uma estampa de alma pura no campo ou na cidade

Um gaúcho de verdade poeta e pai de família

Que agora seu pingo encilha cavalgando a eternidade

 

Sem ser nativo daqui, escolheu ser filho adotivo

Um palmeirense altivo pronto pra qualquer empreitada

Em noites de carijadas sempre era o primeiro peão

Disposto e de prontidão pra ajudar a gauchada

 

Calou-se a voz do poeta, mas fica o seu legado

De homem simples e honrado que aqui cumpriu sua sina

Do ciclo que se termina nasce uma estrela que brilha

Iluminando a família conforme Deus determina

 

Nas margens do Rio Macaco construiu seu paraíso

Tinha lá o que era preciso para a alma descansar

E quem quisesse lhe abraçar pelo seu aniversário

Naquele lindo cenário era só "desembarcar"

 

Hoje descansa mateando ao lado do Criador

De onde com muito amor há de orar pela Palmeira

Pra que a alma carijeira jamais perca a identidade

Cultuando sempre a verdade e a consciência galponeira

 

Recitado:

Érico Guédes Goncalves que saudades do amigo

Hoje senti uma vontade de prosear um pouco contigo

Partistes e nos deixou aqui uma lacuna aberta

Mas como acreditamos que Deus faz a coisa certa

Convido todos os amigos que cantem junto comigo

Por favor, aguarde enquanto o processo é concluído...