Dos Mates que a Vida Serve


Letra: 

Às vezes a vida estende um amargo apressado,

Não olha nos olhos, nem pede desculpa da mão...

A gente se vê com a cuia de um mate lavado,

E a bomba trancada parece não ter solução. 

 

A vida não cede a desfeitas e até nos obriga,

Não deixa saída pra os mates com a solidão...

Nos faz, gole a gole, lamber nossas próprias feridas,

Sonhando que mates melhores um dia virão! 

 

Aquele que soube matear mano a mano com a vida,
Sorvendo na hora mais “braba” uma erva caúna...
Aprende o valor da alegria, dos dias, dos seus...
E assim percebeu que já tem sua própria fortuna! 

 

Por outras, a vida nos serve um recém-encilhado…

E a gente devolve roncado, à espera de mais.

É quando o homem percebe que é privilegiado:

Na simplicidade dos mates com gosto de paz! 

 

É aí que, na volta, servimos um mate pra vida,

Brindado em silêncio, com jujo sabor gratidão...

A face revela a brandura somente sentida

Por quem já passou pelas “brabas” “guentando" o tirão! 

 

 

Por favor, aguarde enquanto o processo é concluído...