Pela Mão do Jesuíta

Letra:

Uma cruz de quatro braços brilhando sobre o peito

A humildade de um sujeito de sandália e batina.

Quando Inácio de Loyola fundava a Companhia

Que pra América viria em nome da fé divina.

 

 

Quando a cruz se fez luz exaltando a fé Cristã

Com os devotos de Tupã que habitavam as tolderias

Pra pregar o evangelho na formação da querência

E a fraternal convivência de paz, justiça e harmonia.

 

 

Refrão:

Foi pela mão do jesuíta que este chão se transformou

Se o tempo devastou a linda obra na América

O despotismo português entoava o próprio hino

O Alvará Pombalino buscava cifras numéricas

Sem se importar que aqui havia este povo tão querido

Que expulso e perseguido pelas Coroas Ibéricas!

 

 

Recitado:

E assim morreram esperanças e todos os sonhos novos

Ao trocar os Sete Povos com as terras de Sacramento

A imposição de Madri e a Guerra Guaranítica

 

Fez com que a obra jesuítica fosse saudade e lamento.

Tropeando tantas léguas cruzaram o Uruguai a nado

E assim trouxeram o gado a este pago em formação

E dos ervais destas plagas aculturou-se um ritual

Miscigenou com o ancestral a roda de chimarrão!

 

 

A vivência foi ordeira pelas mãos deste soldado

Catequizou os povoados e o Cabildo de Sepé

Ensinou o artesanato antes do europeu dar fim

Bem mais forte que o clarim era o poder de sua fé!

 

 

Refrão

Foi pela mão do jesuíta que este chão se transformou

Se o tempo devastou a linda obra na América

O Despotismo português entoava o próprio hino

O Alvará Pombalino buscava cifras numéricas

Sem se importar que aqui havia este povo tão querido

Que expulso e perseguido pelas Coroas Ibéricas!

 

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