No Mangueirão do Saleiro

Letra:
Num mês de julho, quando a cena se repete,
campeiros, potros, lotes de égua de cria.
Buçais, cabrestos de couro cru bem sovado,
dos que judiam pra abotoar na manhã fria.
Entre charlas embuçalam e casqueiam,
desverminando e tosando por capricho.
Ata ao palanque pra costear um mais ladino,
que estirando chama a mãe com um relincho.
-Alça a perna, João Luiz - índio vaqueano,
força de cincha nesta baita tronqueira.
Sampa-lhe um grito pra?o capataz, seu
Honório:
- Levo de arrasto a bragada sentadeira!
A colorada ?la pucha? que cabresteia,
- mais duas buenas, vai três de uma só vez -
diz o Florêncio, confiando num perrito,
que garroneia, precisando, égua e rês.
Gateada ruana já tem dois anos na cria,
por faltar doma não é das mais concordada.
Teima um pouquito, pero tão logo se alinha,
pra acender o pito e ir assoviando na estrada.
Ficam relinchos de potrillos por solitos,
levanta poeira no mangueirão do saleiro.
Na meia tarde, acomodado os instintos,
ganham porteira rumando o campo do meio.
Hay o costeio duma zainita lunanca,
égua serena, mansarrona e vazia.
Logo acomoda toda rebeldia potra,
pros alambrados muito destino extravia