Na Casa do Mate

Letra:
Na casa do mate, guardei uns carinhos,
Por andar sozinho, contemplo as varandas...
Visito lugares, jamais esquecidos,
Rincões escondidos, por essas distâncias.
Aqueço a água e sorvo lembranças...
E algumas crianças já correm no pátio...
Outras se embalam nas sombras antigas
Que há no arvoredo na casa do mate.
NA CASA DO MATE, É AMARGA A SAUDADE
PRA QUEM FOI EMBORA E NÃO VOLTOU MAIS...
MAS GUARDA CONSIGO, O AROMA DAS FLORES
E OS MELHORES SABORES, DOS AVÓS E DOS PAIS.
Na casa do mate, manhãs, fins de tarde,
Tem um fogo que arde, no galpão da estância...
E um tacho de cobre já velho e cansado,
De figo e melado que adoçaram a infância.
Por isso que a cuia ?conversa? comigo
Nas horas sagradas do meu chimarrão,
E abriga este tempo e um tanto de vida,
Na casa do mate e no meu coração.